quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Slumdog Millionaire (Quem Quer Ser Bilionário?)

Já vem muito tarde esta crítica relativamente ao filme vencedor de Oscars, mas enfim, o blog foi eaquecido e eu prometera redigir o artigo. Então cá vai!
Na minha mais sincera opinião, eu gostei muito do filme. Fui vê-lo ao cinema e tive uma experiência sensacional ao ouvir a banda sonora premiada através das colunas da sala. Faz-nos querer levantar da cadeira e dançar à boa maneira de Bollywood, reflecte o movimento que observamos no filme, das crianças a correr pelas ruas de Mumbai, a dinâmica da acção, o tema da máfia indiana e mesmo a vida da personagem principal, momentos que passam a correr dentro da cabeça de Jamal Malik, enquanto está a concorrer no "Quem Quer Ser Milionário?". Em termos cinmatográficos, contudo, não lhe dou os parabéns.
A meu ver, tendo em conta o facto de ter sido independente e das filmagens terem sido realizadas na Índia, está um bom filme, mas não supera, nem de longe, a qualidade de fotografia e efeitos especiais do outro nomeado ao Oscar de Melhor Filme, The Curious Case of Benjamin Button. Esse filme em termos cinematográficos merecia e bem o galardão, até mesmo na banda sonora, mais clássica, mas emotiva. A história do filme é igualmente cativante e conduz à reflexão, como na "película das Índias".
Contudo, reconheço que este filme "precisava" de obter o Oscar, por uma razão mais humanitária: é que o filme vencedor obtém sempre maior visibilidade e fama, o que conduz a uma maior afluência ao cinema para vislumbrar a obra e assim permite mostrar a todo o mundo (quase literalmente a esfera toda) a verdadeira realidade da Índia. E pela coragem assumida por quem contribuiu para a criação deste filme, dou os meus parabéns por não terem pudor em mostrar a horrível vida que as pessoas da Índia que têm a infelicidade de nascerem "intocáveis" ou muçulmanas sofrem.
E é essa a prinicipal razão pela qual o filme teve mais votos na nomeação do vencedor do Melhor Filme. É um filme contestatário, que pretende dar o alerta ao mundo para que possamos alterar o mundo. Porque não existem super-heróis que salvam o mundo todos os dias, mas existe uma Humanidade inteira para o fazer. A questão está em agir.