sexta-feira, 24 de junho de 2011
terça-feira, 2 de novembro de 2010
"Vampiros" detidos no Arizona
Já que há moda para o vampirismo, os media estão mais atentos a casos que nos recordem o "Crepúsculo" (porque agora o ícone está a deixar de ser o "Drácula" :( ). No Arizona, houve um caso no início de Outubro sobre um amiguinho do peito que deixava os seus amigos sugar o sangue dele, mas que um dia se "cansou" e decidiu gozar com eles. Resultado? Foi esfaqueado. Moral da história: apesar de todos pensarem que os vampiros são fofinhos, a verdade é que os vampiros são mesmo maus. Nem que sejam pseudo. Não se esqueçam que o sangue é vital e que vampirismo não pode ser só uma moda, nem ser seguido porque "tem piada". Depois podem não ter a sorte deste rapaz e em vez de uma facada pode acontecer algo pior.
O caso sucedeu-se em Phoenix, Arizona. Segundo a polícia, Robert Maley, a vítima, de 25 anos, dividia um apartamento com os dois companheiros que eram supostamente vampiros e seguiam uma religião pagã. Os suspeitos já tinham sugado o sangue dele uma vez, numa ocasião em que ele havia permitido. Desta vez, quando o rapaz recusou, Aaron Homer ficou enfurecido e esfaqueou-o no braço. Maley fugiu do local por causa de um mandato de prisão, porém, foi encontrado mais tarde pelas autoridades, que seguiram um rasto de sangue. O apartamento também estavaa coberto de sangue e uma faca foi encontrada debaixo de um colchão. Ele foi levado para um hospital local, onde levou vários pontos. Depois foi preso por violação da liberdade condicional.
Quando os detetives questionaram Aaron Homer e Amanda Williamson as suas histórias não coincidiam. Williamson afirmou que agiu por legitima defesa. Homer admitiu que esfaqueou Maley com raiva porque ele gozou com as suas "convicções religiosas".
Pergunta: será pior viver com vampiros pagãos que sugam o nosso sangue, ou estar na cela de prisão?
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Slumdog Millionaire (Quem Quer Ser Bilionário?)
Já vem muito tarde esta crítica relativamente ao filme vencedor de Oscars, mas enfim, o blog foi eaquecido e eu prometera redigir o artigo. Então cá vai!
Na minha mais sincera opinião, eu gostei muito do filme. Fui vê-lo ao cinema e tive uma experiência sensacional ao ouvir a banda sonora premiada através das colunas da sala. Faz-nos querer levantar da cadeira e dançar à boa maneira de Bollywood, reflecte o movimento que observamos no filme, das crianças a correr pelas ruas de Mumbai, a dinâmica da acção, o tema da máfia indiana e mesmo a vida da personagem principal, momentos que passam a correr dentro da cabeça de Jamal Malik, enquanto está a concorrer no "Quem Quer Ser Milionário?". Em termos cinmatográficos, contudo, não lhe dou os parabéns.
A meu ver, tendo em conta o facto de ter sido independente e das filmagens terem sido realizadas na Índia, está um bom filme, mas não supera, nem de longe, a qualidade de fotografia e efeitos especiais do outro nomeado ao Oscar de Melhor Filme, The Curious Case of Benjamin Button. Esse filme em termos cinematográficos merecia e bem o galardão, até mesmo na banda sonora, mais clássica, mas emotiva. A história do filme é igualmente cativante e conduz à reflexão, como na "película das Índias".
Contudo, reconheço que este filme "precisava" de obter o Oscar, por uma razão mais humanitária: é que o filme vencedor obtém sempre maior visibilidade e fama, o que conduz a uma maior afluência ao cinema para vislumbrar a obra e assim permite mostrar a todo o mundo (quase literalmente a esfera toda) a verdadeira realidade da Índia. E pela coragem assumida por quem contribuiu para a criação deste filme, dou os meus parabéns por não terem pudor em mostrar a horrível vida que as pessoas da Índia que têm a infelicidade de nascerem "intocáveis" ou muçulmanas sofrem.
E é essa a prinicipal razão pela qual o filme teve mais votos na nomeação do vencedor do Melhor Filme. É um filme contestatário, que pretende dar o alerta ao mundo para que possamos alterar o mundo. Porque não existem super-heróis que salvam o mundo todos os dias, mas existe uma Humanidade inteira para o fazer. A questão está em agir.
domingo, 11 de abril de 2010
Enfim, que escrever para título?? Update
Daqui é a Black Mariah a explicar o porquê deste interregno demorado, embora também saiba que estou a escrever para ninguém ver. --'
Acontece que o dono do blog pedia a mim e ao outro colaborador para escrever sobre personagens reais e demoníacas e após lhe termos feito o favor (e de termos aprendido mais xD) o blog deixou de ser utilizado. O dono do blog nunca mais cá voltou, eu esqueci-me do blog, acho que o outro colaborador também e quando me voltei a lembrar do blog já não sabia qual o site para entrar, muito menos o dono, a quem eu perguntei o url e nem isso ele sabia. Portanto, o blog esteve adormecido no seu caixão, esperando que os raios de sol se extinguissem da face da Terra para poder respirar ar puro e novo e renascer qual fénix das cinzas do seu sono.
Agora pessoalmente não sei se o blog vai continuar activo. Muito menos se algum dia terá público.
Como é que o interregno terminou? Eu entrei no site do blogger porque achava que era por aqui que entrava no meu própeio blog, que quero eliminar, no blog.com .
Ate já, simples mortais
Acontece que o dono do blog pedia a mim e ao outro colaborador para escrever sobre personagens reais e demoníacas e após lhe termos feito o favor (e de termos aprendido mais xD) o blog deixou de ser utilizado. O dono do blog nunca mais cá voltou, eu esqueci-me do blog, acho que o outro colaborador também e quando me voltei a lembrar do blog já não sabia qual o site para entrar, muito menos o dono, a quem eu perguntei o url e nem isso ele sabia. Portanto, o blog esteve adormecido no seu caixão, esperando que os raios de sol se extinguissem da face da Terra para poder respirar ar puro e novo e renascer qual fénix das cinzas do seu sono.
Agora pessoalmente não sei se o blog vai continuar activo. Muito menos se algum dia terá público.
Como é que o interregno terminou? Eu entrei no site do blogger porque achava que era por aqui que entrava no meu própeio blog, que quero eliminar, no blog.com .
Ate já, simples mortais
sábado, 4 de abril de 2009
O Conde Drácula
A história de ficção "Drácula", de Bram Stoker, narra-nos a saga de um conde que se revolta contra a sua religião depois de perder a sua amada. Ele era um homem extremamente forte e cujo amor ainda era mais forte que ele. A força do amor aliada à do ódio contra Deus transformou-o na criatura da noite mais assustadora e temida, e também conhecida, de todos os tempos...
Esse conto é fantasia, mas existiu na realidade um conde que vivia na Transilvânia sem escrúpulos, nem amor. O seu nome era Vlad Tepes IV.
Nascido na Transilvânia no ano de 1431, na cidade de Sighiosara, inventou o apelido "Dracul", que significava filho daquele que pertencia à ordem do Dragão. Mas em romeno "dracul" significa Satanás, então quando o povo descobriu o que ele andava a fazer mudou o nome para "Drácula", filho do demónio.
O conde ficou famoso por ter empalado mais de 30 000 pessoas. A técnica de empalação consistia em deitar a pessoa no chão de braços esticados e amarrá-los a dois cavalos. Com uma estaca afiada e suficientemente grande para aguentar o peso da vítima, ele introduzia a ponta no anûs do condenado e puxava os cavalos para a frente. Quando a estaca estivesse bem introduzida, soltava os cavalos e enterrava a estaca. O empalado ia-se enterrando pela estaca abaixo com o seu peso, até que lhe atravessasse a boca.
Enquanto Vlad Tepes reinou, a ordem era absoluta, pois ninguém se atrevia a cometer crimes, com medo de ir parar à estaca.
Segundo a lenda, o conde gostava de comer rodeado de vítimas empaladas, ouvindo os seus gritos moribundos, e acompanhado de mortos.
Um dia, convidou uns pobres para comerem no seu castelo. No fim, ao vê-los satisfeitos, perguntou se podia fazer algo por eles. Estes, pensando que ele os iria ajudar, responderam que desejavam que ele os livrasse do sofrimento quotidiano. "Assim seja", terá dito Vlad. Mandou fehcar a sala de jantar, e depois de abandonar o recinto, pegou-lhe fogo, e todos os que estavam lá dentro morreram queimados. Mais tarde, Vlad justificou-se dizendo que apenas fizera aquilo uqe os pobres lhe tinham mandado fazer, libertara-os do sofrimento deste mundo.
Certo dia, quando uns embaixadores estrangeiros o vieram visitar, não tiraram o chapéu na sua presença, o que deixou Vlad perpelxo. Perguntou-lhes o porquê de não o fazer, ao que eles responderam que não era um costume deles tirar o chapéu na presença de um homem.
"Muito bem. Cabe-me a obrigação de vos manter firmes aos vossos costumes.", disse o conde, e mandou que lhes pregassem os chapéus à cabeça.
Um dia, ao reparar que um nobre, seu convidado para jantar, tapava o nariz por causa do cheiro, Vlad mandou empalá-lo numa estaca maior que as outras.
"Ora aí está o meu amigo num lugar onde o ar é mais puro e onde não que se preocupar com o cheiro destes corpos..."
Mas ele também condenava pessoas do seu povo. Elas podiams ser esfoladas, mutiladas, cozidas vivas, ou mortas na fogueira. Uma ocasião, enquanto passeava pelo campo, reparou num camponês que tinha a camisa rasgada, e perguntou-lhe se não tinha mulher, ao que este respondeu que sim. Foi conduzido até ela, a seu pedido. Quando chegou, perguntou à mulher se era saudável e se as colheitas tinham sido boas. Ela respondeu que sim.
"Então não há razão alguma para o teu marido andar com a camisa rasgada."
Empalou-a em plena praça pública, como lição a todas as mulheres preguiçosas que não se interessam pelo marido.
Mesmo aclamado pela Europa pelo seu sucesso na guerra contra os turcos, o povo não aguentava a sua tirania e opressão. Falsificaram uma carta, dizendo que ele voltaria para o lado inimigo. O conde foi preso e ficou 12 anos trancado na sua cela. Nesse tempo que ficou preso fez amizade com os guardas, que lhe forneciam ratos e pequenos animais para serem empalados, apenas por diversão!
Quando foi solto, tomou o seu trono de volta, mas morreu pouco depois, numa batalha com os turcos.
Diz-se que, nos anos 30, numa busca ao túmulo de Drácula, no Mosteiro de Snagoy, Roménia, só foram encontrados ossos de um animal. Será que o verdadeiro conde Drácula anda por aí? Terá ele realmente morido? Mistério......
sexta-feira, 3 de abril de 2009
A condessa Elizabeth Bathory - biografia
Foi uma princesa húngara oriunda de uma importante família, os Bathory, e ficou para a História famosa pelo seu carácter sanguinário que facilmente contrastava com a beleza ímpar que possuía. Terá supostamente cometido uma longa série de crimes hediondos, macabros e cruéis, muitos, de acordo com lendas, relacionados com a sua obsessão pelas eternas beleza e juventude. Contudo, actualmente, os historiadores consideram meramente fictícios os horrivéis actos atribuidos à autoria da princesa, tendo sido, porventura, fruto de especulações dos inimigos políticos dos Bathory, que avidamente desejavam a sua morte.
Elizabeth (Erzsébet, em húngaro) nasceu em Nyírbátor, na época pertencente ao Reino da Hungria, actual Eslováquia. Grande parte da sua vida adulta foi passada no castelo Cachtice, perto da cidade de Vinishe, e a sua família cedo aderiu ao Protestantismo que principiava a espalhar-se pela Europa de então. Convém, ainda, acrescentar uma pequena curiosidade: Elizabeth foi educada em Ecsed, na propriedade da família, na Transilvânia (terra de Vlad Tepes, o famoso conde Drácula).
Foi alvo, em pequena, de doenças repentinas, originando um comportamento instável e incontrolável, bem como um intenso espírito rancoroso. Cresceu bela e vaidosa, tornando-se noiva do conde Ferenc Nadasdy, quando apenas possuía onze anos de idade. Em 1574, engravidou de um camponês, o que a levou a refugiar-se do mundo, quando o seu estado era claramente notório, até ao nascimento da criança. Em Maio do ano seguinte, casou com o conde, passando longas temporadas sozinha, visto o marido ser um militar efectivo, numa época de grandes conflitos no Leste da Europa. Durante as prolongadas ausências do esposo, assumia a própria Elizabeth os assuntos da família Nadasdy e do castelo. E foi isto que desencadeou o seu comportamento extremamente sádico, o facto de ter de controlar um leque enorme de criados, em especial jovens mulheres, recorrendo a uma dura disciplina, de modo a manter a ordem.
Mesmo numa época em que a punição dos criados e o comportamento arbitrário dos detentores do poder era algo tolerável e comum, as atitudes e comportamentos de Elizabeth ultrapassavam o banal e habitual, chamando as atenções. Encontrava a menor desculpa para impingir violentos castigos, torturas insuportáveis que, muitas vezes, culminavam em morte. Espetava alfinetes em diversas partes dos corpos das vítimas, como, por exemplo, sob as unhas e, no Inverno, despia-as, forçando-as a caminhar sobre a neve e derrubando água gelada sobre os seus corpos, até que morressem congeladas. O marido, quando se encontrava em casa, aplaudia os comportamentos de Elizabeth e ensinava-lhe novos métodos de tortura e morte, como despir uma mulher e cobrir o seu corpo de mel, de modo a que fosse devorada por insectos.
Em 1604, o conde morre, mudando-se Elizabeth para Viena. Passou temporadas em Beckov e em Cachtive, onde os seus actos mais macabros e hediondos foram cometidos sem pudor. Durante este período, a sua parceira de atrocidades foi uma mulher chamada Anna Darvulia, sobre quem muito pouco se sabe, e, após a morte desta, a princesa voltou-se para a viúva de um fazendeiro local, Erzsi Majorova, aparente culpada pelo deteoramento mental final de Elizabeth, encorajando-a a incluir mulheres aristocratas nas suas actividades, como vítimas, claro. Aliás, em 1609, matou, de facto, uma jovem nobre, encobrindo o caso e clamando que fora suicídio.
No início do Estio de 1610, tiveram início as investigações sobre os crimes de Elizabeth, cujo objectivo primordial e nuclear seria a apreensão das suas terras e propriedades, suspendendo dívidas deixadas pelo falecido marido. No dia 26 de Dezembro do mesmo ano, a condessa foi detida, tendo início o julgamento, pouco tempo depois, conduzido pelo conde Thurzo. A 7 de Janeiro de 1611, foi apresentada, como prova, uma agenda de Elizabeth, na qual se encontravam 650 nomes, todos registados com a sua letra, supostamente suas vítimas. Quanto a provas materiais e concretas das torturas, nada foi apresentado, sendo as decisões judicais tomadas, apenas, com base nos relatos das testemunhas. Os seus cúmplices foram condenados à morte, tendo a execução sido de acordo com os seus papéis nas diversas tortuas. Quanto a Elizabeth, foi condenada a pena perpétua, numa solitária, tendo sido encerrada num aposento do seu castelo de Cachtice, sem portas ou janelas, à excepção de um orifício para entrada dos alimentos e ar. Aí permaneceu a condessa os seus últimos três anos de vida, falecendo a 21 de Agosto de 1614. Foi, posteriormente, sepultada em Ecsed, em terras dos Bathory.
Anos mais tarde, os ficheiros do julgamento e do inquérito foram lacrados, visto constituírem uma vergonha para o Reino da Hungria, e o próprio rei Matias II proibiu a menção do seu nome nos círculos sociais.
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